O filme “2012″ trouxe novamente à discussão o recorrente tema do fim cataclísmico da civilização tal como a conhecemos, conforme fartamente analisado por revistas semanais e especializadas. Aproveitando o gancho e depurando as bobagens místicas relativas ao calendário maia, reproduzo uma interessante passagem do capítulo “A origem da nossa ideia de tempo”, do livro “O que é tempo?”, de G.J. Whitrow:

“Embora nossa ideia de tempo seja uma das características peculiares do mundo moderno, a importância que damos a ele não é inteiramente desprovida de precedente cultural. Nem tampouco o presente calendário gregoriano (…) é o mais preciso de todas as civilizações. Nosso calendário muito sofisticado não é tão exato quanto aquele criado, há mais de mil anos, pelos sacerdotes maias da América Central. O ano gregoriano é um tanto longo demais, e o erro chega a três dias em dez mil anos. A duração do ano dos astrônomos maias era pequena demais, mas o erro era de apenas dois dias em dez mil anos.”

Para quem não tem tempo a perder e quer extrair o máximo da Tecnologia da Informação nos negócios, recomendadíssimo o blog do amigo e jornalista Edson Perin, bem como seu programa na Rádio Eldorado. Confira:

http://blog.estadao.com.br/blog/edsonperin/

Qualquer especialista em administração do tempo referenda o conceito de que o caminho para o domínio do tempo é abordá-lo sob o aspecto subjetivo, interno, intraconsciencial. Poucos audiovisuais expressam tão bem isso quanto A Semana, o premiado filme publicitário de lançamento da revista Época. Confira:

O título do post lembra a música do Police, mas trata-se da segunda visita a este tema instigante. Hoje, vou contar aos leitores uma das mais interessantes experiências de sincronicidade que vivenciei e, na seqüência, minha interpretação dos fatos.

Em julho de 2006, fui à Porto Alegre aplicar meu curso “Você tem tempo para si?”, no qual abordo a precognição, a retrocognição, a simulcognição, a memória quádrupla e a sincronicidade, entre outros fenômenos temporais complexos. Na palestra pública de divulgação que precede o curso, estava explicando o conceito de coincidência significativa quando um rapaz presente pediu a palavra para contar que havia falado no dia anterior sobre um amigo que não encontrava havia alguns anos e, para sua surpresa, o mesmo acabara de entrar na palestra. Todos rimos quando agradeci aos dois “por não me deixarem mentir sozinho”. Após o momento de descontração, pedi a ele para me enviar um email contando o caso, o que certamente contribuiria para minhas pesquisas em Paracronologia.

Apesar do fato pitoresco (era a primeira vez que presenciava uma sincronicidade enquanto falava dela), achei que havia uma explicação bem plausível para o ocorrido pelo fato dos dois serem amigos e, portanto, possuírem afinidade de interesses e ideias. A palestra, no caso, cumpriu a função de catalisar o reencontro. Para minha surpresa, a cadeia de causalidade sincrônica ainda estava em marcha, como vocês poderão constatar na troca de emails que reproduzo a seguir.

O episódio serviu para me mostrar que, quanto mais coloco o foco da consciência nas sincronicidades, mais elas parecem se multiplicar à minha frente. Apesar disso ser só uma impressão, pois elas estão por aí o tempo todo, a percepção é mera consequência da atenção mais concentrada em relação ao fenômeno. Quanto à significância individual: “Vá em frente, aprofunde-se, pesquise, fale sobre o assunto”. É o que tenho feito cada vez mais desde então.

—–Mensagem original—–
De: Ricardo Jung
Enviada em: sexta-feira, 21 de julho de 2006 01:27
Para: Amaury Pontieri
Assunto: Casos de sincronicidades

Olá Amaury

Meu nome é Ricardo, moro em Porto Alegre e estive na sua palestra e curso ¨Você tem tempo para si¨ nesta mesma cidade, dias 14 e 16 de julho. Gostei muito do curso e estou te enviando casos de sincronicidades que aconteceram comigo para você dar uma olhada.

(…)
Caso 2

Pensamento – Durante os meses de junho e julho de 2006, pensei várias vezes em encontrar alguém de confiança para arrumar o meu computador, pois o mesmo estava muito lento, com vírus e outros problemas.

Fato 1 – (13/ 07/ 06) – Falando por telefone com um amigo, o mesmo me disse que um outro amigo em comum, de apelido Cabeça, trabalhava com manutenção de computadores. (Obs: Fazia alguns anos que não via o Cabeça).

Fato 2 – (14/ 07/ 06) – Depois de alguns anos sem falar com o Cabeça, acabei encontrando-o na palestra na Casa de Cultura Mário Quintana. Já sabendo que trabalhava com manutenção de computadores, contratei-o para ir a minha casa arrumar o computador.

Fato 3 – (17/ 07 06) – O Cabeça foi até a minha casa e arrumou o meu computador.

Benefício da sincronicidade – O meu computador ficou mais rápido, sem vírus e arrumado de uma forma geral.

Obs: Se você acha que a minha pesquisa tem sentido ou é uma bobagem, por favor me envie uma resposta para eu saber a sua opinião.

Um abraço, Ricardo.

—–Mensagem original—–
De: Amaury Pontieri
Enviada em: sexta-feira, 21 de julho de 2006 10:46
Para: Ricardo Jung
Assunto: RES: Casos de sincronicidades

Olá, Ricardo.

Tudo bem? Obrigado por sua presença na palestra e no curso, espero que tenha sido proveitoso para suas autopesquisas. Sua linha de raciocínio é muito boa, pois está atenta aos benefícios (ou ao significado) das sincronicidades. Elas foram positivas, sem dúvida, mas dê só uma olhada nessas aqui envolvendo você:

Caso 1 – Lembro-me de você na palestra me contando o caso e mostrando seu amigo Cabeça. Se me permite, até usarei o caso em meus futuros cursos e palestras… Afinal, é um caso de sincronicidade acontecendo quando eu estava falando de sincronicidade!

Caso 2 – E acho que você, Ricardo Jung, deve estudar mesmo essas ocorrências, sabe por quê? Por um simples motivo: O psiquiatra suíço que difundiu o termo “sincronicidade” e escreveu o primeiro livro sobre o assunto se chamava Carl Gustav… JUNG !!!

Que tal essa última, hein? Já sabia? No link abaixo, indico um bom artigo sobre essa tema.

(…)

Um abraço.

Amaury Pontieri

Você tem tempo para si - Cartaz

“Em 1956, o Dr. John Peters (pseudônimo) era um jovem estudante do segundo ano, prestando seu exame de bioquímica na Escola de Medicina de Charing Cross, em Londres. Uma das questões feitas pelos examinadores era uma descrição da síntese dos ácidos gordurosos incluindo uma prova experimental das diferentes etapas dos processos bioquímicos intermediários envolvidos. Os ácidos gordurosos são um dos produtos finais da digestão humana e um processo de bloqueio básico da gordura do corpo.
Em sua resposta, o Dr. Peters descrevia muitas experiências, cada uma das quais ilustrava algum estágio do processo da síntese. Entre elas havia uma decisiva mostando que o primeiro passo na síntese era a reunião de unidades separadas da molécula acetilcoenzima A (acetil-CoA). Essa experiência, acrescentava ele, havia proporcionado a prova conclusiva de que a acetil-CoA era realmente o material que inicia todo o processo (a partir de certo número de candidatos adequados) através do emprego de uma dupla técnica de classificação: um dos átomos de carbono (C) na acetil-CoA, que fora denominado carbono-14 radioativo, e um dos átomos de hidrogênio (H), classificado como deutério (hidrogênio pesado). Sem a dupla classificação, resumia ele, teria sido impossível determinar qual das muitas possíveis moléculas de 2-carbono que apareciam como um primeiro estágio na digestão seria a que atuava como substância provocadora da síntese dos ácidos gordurosos.
O Dr. Peters ficou muito surpreso ao receber de volta seu exame com a nota, verificando que, embora ele tivesse recebido elogios por sua imaginação criativa, o professor havia escrito em tinta vermelha ao lado de sua descrição da experiência da dupla classificação: ‘Esta experiência pode ser muito boa, mas nunca foi realizada. Ainda não há provas de que a acetil-CoA seja a substância provocadora da mesma’.
‘Mas veja aqui’, disse ele ao professor, apontando para suas anotações de aula. ‘O senhor descreveu essa experiência em suas aulas durante o semestre. Eu anotei no meu caderno!’
E realmente havia uma descrição detalhada da experiência da dupla classificação e sua prova conclusiva sobre o papel da acetil-CoA. Apesar disso, o professor garantiu ao Dr. Peters mais uma vez que ele não poderia ter dito uma coisa dessas durante suas aulas porque essa experiência jamais fora realizada. Havia, disse ele, uma experiência em que o átomo de carbono fora classificado com um carbono-14 radiotivo e uma outra em que o hidrogênio fora classificado com o deutério, mas nenhuma dessas experiências era conclusiva e os bioquímicos ainda estavam no escuro a respeito de qual das muitas possíveis moléculas de 2-carbono seria realmente a substância que provocava a síntese dos ácidos gordurosos.
O Dr. Peters ficou se sentindo muito esquisito na época.
‘Eu não costumava ter alucinações’, disse ele, ‘e, de qualquer maneira, ali estava tudo escrito em meu caderno. Mas acabei esquecendo o assunto.’
Oito anos mais tarde, sua memória foi estimulada e ele se sentiu ainda mais estranho.
(continua)

‘Eu estava lendo um artigo sobre a síntese dos ácidos gordurosos e havia um relatório a respeito da experiência da dupla classificação que eu descrevera enquanto estudante… – e a conclusão de que isso demonstrava, além de qualquer dúvida, que a acetil-CoA era a substância que provocava a síntese. Mas tratava-se do relatório de uma experiência que acabara de ser realizada pela primeira vez, e reivindicava proporcionar a primeira prova jamais obtida antes sobre o papel essencial desempenhado pela acetil-CoA!’
Atualmente, o Dr. Peters é um membro da Society for Psychical Research de Londres, mas nunca relatou sua experiência estudantil aos encarregados das pesquisas daquela Sociedade.
‘Eu não poderia satisfazer seus critérios de comprovação’, explica ele, ‘pois não guardei o caderno e nem me ocorreu na época que eu poderia necessitar de algum testemunho a respeito. Mas tenho absoluta certeza desses fatos, não é o tipo de coisa que eu iria esquecer…’.”

(Excerto inicial do terceiro capítulo – Experiências precognitivas em estado de vigília – do livro “Através da Barreira do Tempo” (Ed. Pensamento), da física e filósofa da ciência Danah Zohar, formada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e pela Hebrew University, em Israel.)

Nota do autor do blog.: Quem já teve experiência precognitiva com comprovação pessoal sabe que ela é um fato. E você, leitor, já teve alguma? Envie seu relato. Voltarei a este tema em breve.

Devido ao interesse gerado pelo post anterior sobre pontualidade, volto ao tema. De um artigo de Carol Ezzell, ex-editora da Scientific American: “Alguns cientistas sociais registraram grandes diferenças no ritmo de vida de vários países e na forma como veem o tempo (…). Mas o interessante é que certas formas de ver o tempo – como a ideia de que é aceitável uma pessoa que tenha mais poder deixar esperando alguém com menos status – ignoram diferenças culturais e parecem ser universais”. Ou seja, impontualidade não é uma “doença tropical”, está mais para pandemia. Para quem se interessa pelo assunto, Kevin K. Birth, antropólogo do Queens College, de Nova York, estudou a dimensão social do tempo e publicou suas conclusões no livro Any Time is Trinidad Time: Social Meanings and Temporal Consciousness.

(Ilustração de Marc Gravelle)

(Ilustração de Marc Gravelle)

Na terça-feira, dia 20 de outubro, fui ao bairro da Cognópolis, em Foz do Iguaçu (PR), para assistir à tertúlia conduzida pelo prof. Waldo Vieira sobre o tema “Sincronicidade”. Por si só, a atividade no Tertuliarium é um benchmark sobre o aproveitamento do tempo: de segunda a segunda, chova ou faça sol, o professor ministra seu curso de longo curso no qual são apresentados e debatidos os verbetes em construção da Enciclopédia da Conscienciologia (é possível acompanhar a tertúlia online, todos os dias, das 12h30 às 14h30 pelo site www.tertuliaconscienciologia.org). Waldo Vieira é um exemplo vivo daquelas pessoas para quem o dia parece ter mais de 24 horas, tamanha sua produtividade, eminentemente intelectual e assistencial. Além disso, o tema do verbete tem tudo a ver com a pesquisa da Paracronologia (e com este blog), portanto mais do que depressa para lá me encaminhei.
Mas vamos ao tema das sincronicidades. O professor destacou que estes fenômenos acontecem a todo instante ao nosso redor, em profusão, mas a falta de acuidade, de detalhismo, e a ignorância a respeito da realidade multidimensional do Cosmos não nos permitem captar a maioria deles, muito menos interpretar sua significância para nossa evolução pessoal. E complementou dizendo que, se formos estudá-las a fundo, muitas sincronicidades deixam de ter essa condição, sendo apenas a cadeia causal de comunicações interdimensionais.
Mas, dando um passo atrás, o que é uma sincronicidade? Para tornar simples o que é complexo, arrisco aqui uma definição pop: são aquelas coincidências boas (ou ruins) demais para ser simples coincidências. O termo ficou mais conhecido após o trabalho do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875 – 1961), que cunhou ainda a expressão “coincidências significativas”. Para os modernos pesquisadores da consciência, são evidências de que, no Cosmos, tudo interage com tudo.

Esta obra de Samuel L. Macey evoluiu a partir de livro anterior, Time: A Bibliographic Guide. Publicado em inglês pela Garland em 1994, é uma fonte valiosíssima para quem quer estudar o tempo e suas implicações em diversas áreas do conhecimento – Astronomia, Biologia, Cronometria, Economia, Filosofia, Geologia, Geografia, História, Literatura, Matemática, Medicina e Música, entre outras. Aqui está a versão digitalizada.

“Filósofos, teólogos e cientistas há muito discutem se o tempo é finito ou eterno – isto é, se o Universo sempre existiu ou se teve origem definida. A teoria da relatividade geral de Einstein implica finitude. Um Universo em expansão teria se originado com o Big Bang*.
A relatividade geral deixa de ser válida nas vizinhanças do Big Bang, por que a mecânica quântica entra em jogo. A teoria das cordas, atualmente a mais cotada para uma teoria quântica da gravidade, introduz um quantum mínimo de comprimento como nova constante fundamental da Natureza, tornando insustentável o conceito de uma gênese a partir do Big Bang.
O Big Bang teria acontecido, mas sem envolver um instante de densidade infinita. O Universo pode ser mais antigo do que ele. As simetrias da teoria das cordas sugerem que o tempo não teve início e não terá fim. O Universo poderia ter começado praticamente vazio e ter se construído até o Big Bang, ou poderia ter passado por um ciclo de morte e renascimento.”

(Síntese do artigo de Gabriele Veneziano, físico do CERN, publicado na revista “Paradoxos do Tempo”, edição especial da Scientific American Brasil. Veneziano é considerado o pai da teoria das cordas no final da década de 1960.)
* Big Bang – Explosão primordial que teria dado início ao Universo (ou ao atual ciclo dele).

Essa quem me enviou foi meu amigo Omar. Com bom humor, ajuda a ampliar a conscientização sobre nossa condição sociobiológica…

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“O problema em ser pontual é que ninguém está lá para apreciar o fato”
Franklin P. Jones

Recebi das mãos de uma grande amiga, há alguns dias, um texto assinado por Roberto Pompeu de Toledo cujo tema era a pontualidade. Li, refleti um pouco e percebi que seria possível escrever um tratado de Sociologia sobre o assunto; mas enquanto não ganha vida tal obra, segue uma pílula neste post.

O articulista da Veja cita o antropólogo Roberto DaMatta para apresentar uma verdadeira lei das relações sociais do nosso País: “no Brasil, a importância social faculta descumprir horários e compromissos, de modo que, quanto mais poderoso, mais atrasado”.

E segue-se a conclusão, em suas próprias palavras: “se a impontualidade é uma forma de dominação, a pontualidade, como seu inverso, é expressão de igualitarismo.(…) Na pontualidade, duas pessoas chegam junto. Empatam. Quer dizer: apresentam-se justas e quites entre si.”

Aguarde que em breve retornarei a este assunto.

“Somos, a cada momento, atropelados pela ideia e pela sensação do tempo. E só há dois meios de escapar desse pesadelo, de esquecê-lo: o prazer e o trabalho. O prazer nos consome. O trabalho nos fortifica.
Escolhamos. Quanto mais nos servimos de um desses meios, mais o outro nos inspira repugnância. Só podemos esquecer o tempo se o utilizarmos.(…)”

Excerto de “Meu Coração Desnudado”, de Charles Baudelaire (1821 – 1867)
(tradução do professor Tomaz Tadeu)

No original:

“À chaque minute nous sommes écrasés par l’idée et la sensation du temps. Et il n’y a que deux moyens pour échapper à ce cauchemar, pour l’oublier: le plaisir et le travail. Le plaisir nous use. Le travail nous fortifie.
Choisissons. Plus nous nous servons d’un de ces moyens, plus l’autre nous inspire de répugnance. On ne peut oublier le temps qu’en s’en servant.(…)”

reunia

As reuniões são (ou deveriam ser) instrumentos de produtividade. Muitas vezes, porém, são pura perda de tempo. E podem também ser utilizadas ainda como apoio psicológico, servindo como justificativa ou “escudo” em um cotidiano que está pouco eficiente.
Se você convoca reuniões frequentes, ou apenas participa delas, vale a pena refletir a partir do check list abaixo, baseado em dicas recolhidas de diversos especialistas em gestão do tempo. Líderes ou liderados, todos podem aumentar a conscientização a respeito da produtividade dessas atividades.

1) Quem deve estar presente?
2) Quem pode acompanhar à distância (teleconferência, Skype, videoconferência)?
3) Quem pode ser dispensado, desde que envie informações necessárias às discussões?
4) Todos foram convocados com o máximo de antecedência possível?
5) Todos receberam as informações básicas: local, pauta e que informações ou materiais devem ser trazidos?
6) Os recursos necessários à reunião foram corretamente dimensionados (local, cadeiras, água, banheiros)?
7) Foram providenciados auxiliares visuais (flipchart, computador, datashow), o que aumenta a retenção das informações?
8) Todos foram informados da finalidade da reunião?
9) Todos foram informados de quem participará (presencialmente ou à distância)?
10) Todos foram informados da hora de início e de término?
11) A reunião tem papéis bem definidos? Quem será o líder, o facilitador, o secretário, o administrador do tempo (time manager), o secretário, os participantes?
12) Está claro para todos qual é o tipo de reunião: expositiva, criativa, administrativa, entre outras?
13) Está claro para o líder qual é a dinâmica adequada para o tipo de reunião?
14) Se for o caso, é necessário haver alguma pré-reunião?
15) Se for o caso, no início da reunião, é necessário fazer um aquecimento (warm up) de ideias?
16) Se for o caso, no início da reunião, é necessário fazer retomada de reunião anterior?
17) Se for o caso, ao final da reunião, é necessário fazer um resumo ou conclusão (wrap up) do que foi discutido?
18) Se for o caso, ao final da reunião, é preciso fazer uma prévia da próxima reunião?
19) A duração da reunião está adequada? Há assuntos demais ou insuficientes?
20) Está claro o que se deve obter a partir da reunião (resultado)?
21) Os assuntos da pauta foram organizados no tempo de acordo com uma ordem lógica?
22) Os assuntos da pauta foram organizados no tempo de acordo com as prioridades da instituição ou da equipe?
23) Existe algum mecanismo de avaliação da produtividade da reunião?
24) Existe valorização da percepção dos participantes a respeito da produtividade da reunião?
25) Quanto à motivação, existem técnicas ou mecanismos que valorizem a presença, a participação e a opinião de todos?
26) É feito algum acompanhamento (follow up) do cumprimento das decisões ou atividades geradas a partir da reunião?
27) São elaboradas e distribuídas atas da reunião?
28) Essas atas são assinadas ou confirmadas, para que todos manifestem seu entendimento e sua concordância com o que foi discutido e decidido?
29) Caso seja extraordinária, os assuntos não podem ser abordados na próxima reunião regular? E no caso de reuniões regulares, essa continuidade necessita de reavaliação?

E, por fim, mas não menos importante, a pergunta que não quer calar:

30) A reunião é mesmo necessária?

No caso dessa última questão, caberia ainda a reflexão adicional de considerar se os assuntos podem ser resolvidos mais facilmente por meio de contatos individuais por telefone, email ou mesmo conversa informal.

estressado
A maneira de lidarmos com o tempo pode gerar, em uma ponta, produtividade e, em outra, estresse. No site da seção brasileira da International Stress Management Association é possível fazer um breve teste do nível de estresse individual, parte de uma avaliação completa denominada “Breve Inventário de Causas e Estratégias para Lidar com o Stress”, de autoria do Dr. Richard Rahe, médico especialista em Medicina Interna e Psiquiatria. Veja como está o seu:

http://www.ismabrasil.com.br

attentions
Dependendo da personalidade da pessoa, ela prestará mais atenção àquilo que lhe traz possibilidades de experiências positivas (atenção atrativa) ou, ao contrário, àquilo que ameace proporcionar vivências negativas (atenção aversiva). Prestará mais atenção se for obrigada (atenção cativa) ou se escolher o tema a que se dedicará (atenção voluntária). E fará as coisas de forma mais automatizada (atenção de fundo de mente) ou de forma mais concentrada (atenção de frente de mente). A partir dessas categorias e com a lucidez ampliada, podemos começar a entender melhor o que desperta (e o que desvia) nossa atenção.

Um dos livros mais impressionantes que li sobre o tempo é “The End of Time”, do físico Julian Barbour. Pesquisador do assunto por mais de quatro décadas, chegou a uma conclusão que parece mais filosófica que científica: o tempo não existe. O que existiria, na realidade, é a nossa percepção da passagem do tempo, da mesma maneira que percebemos (erroneamente) que a Terra está parada e tudo o mais no Cosmos gira ao redor dela. Barbour fala sobre as conseqüências dessa descoberta para o aperfeiçoamento do nosso entendimento do Universo na entrevista que concedeu à jornalista Isabel Clemente, da Folha de S. Paulo, por ocasião do lançamento do seu livro. A transcrição segue abaixo:

“(…) ‘O tempo não existe’. Não adianta sequer tentar suavizar a proposta. Estaria Julian Barbour falando de algo menos dramático, de algum viés da física inacessível para os não-iniciados no meio científico? ‘Não’, diz, ‘o que eu proponho é bem radical mesmo’.
Casado, pai de quatro filhos, nascido em Jerusalém, mas britânico por adoção, seu ambiente de trabalho é o próprio lar: uma casa do século 17, cercada, de um lado, por uma igreja do século 12 e, de outro, por construções não menos antigas numa pequena vila na área rural da Inglaterra, ao noroeste de Londres – um lugar onde o tempo parece ter parado.

P - Sua tese de que o tempo não existe é difícil de ser assimilada porque vemos movimento, uma das provas de que o tempo é real. Como o senhor explica isso?

Barbour – Nós sabemos que o cérebro nos engana quase sempre. Quando assistimos a um filme no cinema, imagens paradas estão correndo tela abaixo e nós não conseguimos ver. Nossos olhos não acompanham a mudança e concluem haver movimento. É uma completa ilusão. Acredito que aconteça o mesmo quando nosso cérebro faz com que acreditemos em movimento. Entre montes de imagens registradas no nosso cérebro, ele as organiza de forma a passar a idéia de movimento.

P - Qual seria o impacto na vida das pessoas se ficasse comprovada a inexistência do tempo?

Barbour – Isso é muito difícil de prever. Copérnico, ao descobrir que a Terra não era o centro do Universo, não tinha idéia do que veio depois dele, sobre o que Galileu e Albert Einstein realizaram com base na sua revolução. Minha tese é uma conjectura, e não estou sozinho nisso. Há um bom número de respeitados cientistas conduzindo pesquisas em linhas similiares à minha. Se essa conjectura for provada, certamente nos deixará mais conscientes sobre o quanto o mundo é especial, sobre a criatividade da natureza.
Foi o mesmo quando Copérnico, no século 16, descobriu que a Terra estava se movendo. É óbvio que a Terra não está se movendo, nada se move, mas Copérnico fez sua descoberta olhando para os planetas e as estrelas e percebendo que as posições mudavam. Essa foi uma dedução que mudou completamente a visão do mundo. Galileu, com base nesses achados, foi além, e Einstein, 300 anos depois de Copérnico, chegou à teoria da relatividade e à lei da inércia. Foram consequências que Copérnico jamais poderia imaginar, e talvez seja o mesmo tipo de mudança que uma teoria como a da inexistência do tempo possa provocar. O problema é que estamos tão acostumados ao tempo que sequer paramos para pensar sobre isso.

P - Dificilmente as pessoas deixariam de usar relógio, por exemplo, ou desacreditariam totalmente nas medidas do tempo. Sendo assim, a comprovação da inexistência do tempo seria uma outra abstração, válida apenas para o meio científico?

Barbour – Não. O relógio ainda teria sua utilidade, não para indicar as horas, mas para indicar a possibilidade que se conhece. Os instantes do tempo são um pouco como lugares diferentes na Terra. O relógio seria como um instrumento de navegação, que diria onde você está no planeta. A cada momento, nos encontramos em uma nova possibilidade, e o relógio seria a prova da existência desse instante.

P - O que é o passado?

Barbour – É tão real quanto um agora. O nosso corpo, por exemplo, passa por bilhões de pequenas modificações em apenas um segundo. Bilhões e bilhões de hemoglobinas são criadas e destruídas. No fundo, somos pessoas diferentes a cada instante e a nossa consciência é parte disso. Cada agora vem com uma gama de possibilidades de experiências e não se pode dizer que uma experiência vem antes da outra. Esse é o problema da seta do tempo, parece que há uma cronologia, uma impressão tão consistente que acreditamos na linha do tempo. Uma história pode ser arranjada para parecer cronológica. Algumas mudanças nessa estrutura não deixariam a mesma impressão de continuidade. O cerne da minha teoria questiona isso, por que apreendemos apenas as informações que parecem dar a noção de cronologia? É um mecanismo poderoso que resulta na nossa experiência. Minha explicação é que apenas os agoras que fazem algum sentido lógico são escolhidos pela mente.

P - Se temos um “agora” na mente, os outros são expressos pelas possibilidades que eu penso terem sido descartadas, mas que ainda existem em algum lugar?

Barbour – Isso é um grande mistério. A física newtoniana é a forma como entendemos o tempo. Como se houvesse um curso na história. Já a mecânica quântica não nos fornece essa imagem, pelo contrário, diz que há várias probabilidades ao mesmo tempo. O problema é que, hoje, a mecânica quântica só é aplicada a uma parte do Universo e o desafio é aplicá-la a todo o Universo, porque, segundo esse princípio, um objeto pode estar em vários lugares ao mesmo tempo. Na física quântica, até você provar que o objeto está em apenas um lugar, ele está por toda parte. E é um princípio que se torna ainda mais complicado, bonito e surpreendente quando diz que vários objetos podem estar em um único lugar ao mesmo tempo. Aplicada a todo o Universo, essa teoria possibilita a existência de vários “agoras” num único instante. O que a mecânica quântica diz é que há várias versões de você por toda parte.
No mundo da mecânica quântica, ocorrem em você bilhões de coisas nesse momento, mas haverá sempre um outro, no qual você não entrará. Somos prisioneiros do agora em que vivemos.

P - Mas neste mundo em que vivemos há provas fortes da direção do tempo, o envelhecimento, as memórias, o movimento, a própria contagem do tempo.

Barbour – O fenômeno está correto, mas a explicação errada. Pela minha noção de tempo, a explicação deveria ser outra. Além do mais, é preciso lembrar que o sol e as estrelas mostram uma passagem diferente do tempo. Venho questionando por que uma medida seria melhor que a outra.

P - O sr. é religioso?

Barbour – Fui quando era mais jovem. Hoje acredito que a vida é um dom e um mistério pelo qual sou infinitamente grato. Acredito que a física ainda realizará notáveis descobertas. O fato de as leis científicas não preverem nenhum papel para as cores e os sabores prova que muito está por vir.

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O Bureau de Estatísticas do Trabalho dos EUA mantém uma pesquisa sobre o tempo que as pessoas empregam realizando diversas atividades a exemplo de trabalho remunerado, voluntariado, dedicação a crianças e atividades sociais, entre outras. É a American Time Use Survey (ATUS):

http://www.bls.gov/tus/

Já que alguém emprega tempo apenas em atividades que anteriormente despertaram sua atenção, o conceito de gestão da atenção deve anteceder o conceito de administração do tempo.
A gestão da atenção começa quando voltamos nossa atenção para… o funcionamento da própria atenção (e também da concentração, que é a atenção estendida por um período maior). Ou quando o gestor inicia um levantamento de como atuam os mecanismos da atenção dentro da empresa. É, portanto, uma meta-atenção.
O especialista Thomas Davenport, um dos papas da Gestão do Conhecimento e da Gestão por Processos, pesquisou e publicou em co-autoria com John Beck um livro que é referência neste assunto, chamado “A Economia da Atenção”. Lançado pela ed. Campus, infelizmente está fora de catálogo, mas vale a pena buscar algum exemplar usado ou mesmo ler no original, “The Attention Economy: Understanding New Currency in Business” (http://www.amazon.com/Attention-Economy-Understanding-Currency-Business/dp/157851441X).
Os dois pesquisadores destacam que possuímos pelo menos seis tipos diferentes de atenção: atrativa ou aversiva, voluntária ou cativa, de frente de mente ou de fundo de mente. A partir desta constatação e com nossa meta-atanção ativada, podemos começar a entender melhor o que desperta (e o que desvia) a nossa atenção. A técnica que eles propõem é chamada de “Attentionscape” e fornece indicadores tanto para pessoas, quanto para empresas. Em nossos treinamentos, temos utilizado alguns desses conceitos, gerando conscientização e resultados sensíveis.
Recentemente, falei um pouco sobre as relações da gestão da atenção e do tempo em uma entrevista no programa “Estúdio 36″, da TV Com, quando fui aplicar um curso em Florianópolis. Confira:

“O orgasmo estilhaça a noção do tempo, embora ele mesmo demore poucos segundos.”

Ana Cristina Canosa, terapeuta e sexóloga.

Para aquelas pessoas que se sentem sufocadas pela quantidade de informações com que precisam lidar diariamente, costumo dar uma notícia preocupante: essa quantidade só tende a aumentar. Mas nem tudo está perdido: tem gente preocupada em desenvolver tecnologias para nos ajudar a priorizar e selecionar as informações que precisamos. Uma das mais impressionantes a que assisti ultimamente foi apresentada no evento TED (Tecnology, Entertainment, Design) e está sendo desenvolvida no laboratório de Pattie Maes, do Massachussets Institute of Technology (MIT).
Pattie Maes começa falando do desenvolvimento de um “sexto sentido” informacional, que nos daria acesso instantâneo e fácil à informação na hora em que precisamos, projetando-a em qualquer superfície que esteja a nossa frente. Telefonia celular 3G? Uma tecnologia ainda pouco prática. O que o seu colaborador e chefe de projeto Pranav Mistry mostra a seguir é incrível, mas já existe em forma de protótipo e foi montado com materiais que não ultrapassaram os US$ 350. Confira no vídeo e veja por que acho que é questão de tempo para você e eu estarmos usando um desses:

A pergunta acima parece descabida, mas tem a intenção de fazê-lo refletir mais profundamente sobre o modo como vem empregando seu tempo.
Jeff Davidson, um dos mais renomados experts em administração do tempo, faz em seu livro “O Mais Completo Guia de Gerenciamento do Tempo” (ed. Futura) o seguinte cálculo de tempo acumulado. Considerando apenas 48 anos de atividades profissionais (descontados 22 anos de crescimento e preparação acadêmica), uma pessoa aos 70 anos teria utilizado para:

Trabalhar: 16 anos
Dormir: 15 anos
Assistir à TV: 5 a 7 anos
Divertir-se: 2 a 4 anos
Comer: 3 anos
Deslocar-se (meia hora para ir ao trabalho e meia hora para voltar): 2 anos

Essa estatística é interessante e ajuda a nossa conscientização a respeito da necessidade de empregarmos bem o nosso tempo, mas outra que encontrei tem um impacto maior. Ela foi publicada na revista “Mundo Estranho”. Com uma atual expectativa média de vida de 71,3 anos, o brasileiro empregaria:

Esperando em filas – 4 anos, 9 meses e 18 dias
Lendo e apagando e-mails – 7 meses e 6 dias
Urinando – 28 dias e 5 horas
Esperando o elevador – 27 dias e 2 horas
Tomando banho – 3 meses e 13 dias
Cortando as unhas – 25 dias e 18 horas
Praticando sexo – 3 meses e 3 dias
Tendo orgasmo – 9 horas e 56 minutos

Antes que alguém pergunte como a equipe de reportagem chegou às quantidades acima, principalmente à deprimente relação corte de unhas versus orgasmo, os autores da matéria explicaram que levaram em conta recente pesquisa sobre os hábitos (inclusive sexuais) dos brasileiros, além de dados do IBGE. Revisite a lista e faça os cálculos e ajustes necessários ao seu caso.
Pronto. Duvido que sua inquieta psique tenha saído ilesa desta leitura.

“Aqueles que gastam mal o seu tempo são os primeiros a queixar-se da sua brevidade.”
Jean de La Bruyère (1645 – 1696)

Um dos aspectos que abordo em meus cursos e treinamentos são as relações das pessoas com o tempo, seja ele passado, presente ou futuro. Já parou para refletir como você se relaciona com o tempo? Você sabe distinguir arrependimento de autoculpa? Falei um pouco sobre isso na entrevista que concedi ao programa “Vida e Saúde”, na RBS de Florianópolis, que foi ao ar no dia 23 de maio. Confira no vídeo abaixo:

Link da matéria

Estamos atravessando a chamada era da aceleração da História, que revela algumas contradições. Uma delas diz  respeito ao tempo: no Brasil,  entre 1997 e 2007, a expectativa de vida aumentou mais de três anos e passou de 69,3 anos para 72,7 anos, no caso dos homens. As mulheres vivem mais, 76,5 anos. Estamos ganhando tempo de vida. Porém, as pessoas alegam ter cada vez menos tempo para realizar aquilo que é importante para elas, seja fazer um curso que desenvolva novas habilidades, exercer uma atividade de voluntariado ou simplesmente passar mais tempo com as pessoas que mais gosta. Como pode ser?

Esse aparente paradoxo, na verdade, é muito útil para quem está interessado no autoconhecimento. Em outras palavras,  se você observar a maneira como emprega o tempo, pode aprender muito sobre você mesmo. É como disse o sociólogo Norbert Elias: “Através do estudo do tempo, passamos a compreender muitas coisas sobre os homens e sobre nós mesmos  que antes não discerníamos com clareza”.

Uma técnica simples, e ao mesmo tempo profunda, é a de levantamento dos reais valores individuais. Em primeiro lugar, faça uma lista do que é mais importante para você. Reflita alguns minutos sobre aquilo que você considera mais relevante em sua vida e anote suas conclusões, seguindo a ordem do mais para o menos importante. A seguir, escolha uma semana comum e faça o registro de quanto tempo emprega em cada atividade diária. Anote tudo mesmo: dez minutos tomando banho, meia hora de deslocamento até o trabalho e assim por diante. Ao final deste período, somando o tempo das atividades idênticas, você vai ter uma idéia mais precisa de como vem empregando seu tempo.

Agora é só comparar as listagens. A realidade do emprego do tempo é implacável: se você não tem tempo para algo, é porque aquilo não é importante para você de fato. O contrário também vale: se você dedica boa parte do seu tempo a algo, querendo ou não, aquilo é relevante para você.

A partir daí, desejo a você boas descobertas. Tanto será possível observar que há pouca ou nenhuma discrepância entre as listas, quanto descobrir algumas surpresas, como o participante de um dos meus treinamentos corporativos que escreveu que o mais importante na sua vida era ter saúde, mas constatou que não conseguia, havia já alguns anos, agendar um simples  check-up clínico.

Vale ainda lembrar que esse movimento de auto-observação deve ser produtivo. Ele não deve apenas aumentar a ansiedade, mas servir para o planejamento de ações e de mudanças para melhor.

…mas não perca tempo.”
José Saramago